:: Quarta-feira, Março 29, 2006 :: A respeito do post anterior. Essa entrevista veio na hora certa para mim. Quando enveredei pelo romance histórico, não foi...See more »
:: Quarta-feira, Março 29, 2006 :: A respeito do post anterior. Essa entrevista veio na hora certa para mim. Quando enveredei pelo romance histórico, não foi uma decisão de caso pensado, embora há muito tempo sentisse o desejo de divulgar a História para os que não gostam dela, a conhecem apenas como uma lista de datas e nomes. Para mim, a História é, sim, o grande romance vivido pela humanidade. Mas convencionou-se que romances históricos seriam um "gênero menor". Embora não acredite na existência de gêneros maiores ou menores, o sentimento de inferioridade andou me perseguindo, ainda mais tendo irmãos e sobrinho que brilham nos gêneros que a crítica considera nobres. (como vêem, pertencer a uma família de escritores tem seus senões). Revisei, e acho que aprimorei, velhos contos que enchem minhas gavetas, esbocei outros, estou empacada na escrita de uma obra "não-histórica". Entretanto, é cada vez mais forte a vontade de voltar a contar histórias da História, assim como quem conta causos aqui no blog. Certa vez disse-me o Sergio, após a publicação de meu Leopoldina e Pedro I, que a minha capacidade de, sob a forma de diálogos entre os personagens, tornar simples e compreensíveis problemas complexos da História e da política internacional da época lembrava-lhe papai (de quem, segundo ele, herdei meu gosto pela História - e, acrescento, o gosto por ouvir e contar causos). Então por que não haveria eu de continuar fazendo aquilo que gosto, aproveitando essa simplicidade que o Dr. Sant´Anna me deixou de herança? Por que deveria eu fugir dessa que parece ser a minha vocação?See less »